Afinal, sou o único responsável pelo meu sofrimento?
- Thomas Oliveira
- há 6 dias
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No contexto sociopolítico atual, cada vez mais engendrado em ideias e valores neoliberais e individualistas, é criada e incentivada uma visão de mundo fragmentada que ignora que o ser humano é social que constrói e é construído por uma realidade social. Nesta concepção fragmentada de ser humano e sociedade, são focados exclusivamente aspectos individuais, que menosprezam que o ser humano é socialmente desenvolvido.
A psicologia histórico-cultural se baseia no materialismo histórico-dialético, por isso vê a realidade como uma construção social que precede a nossa existência. Ou seja, ela existe antes de nós e continuará a existir depois de nossa partida. Dessa forma, vivemos em uma sociedade marcada pela luta de classes e pela perseguição das minorias. Assim sendo, algumas formas de preconceito e discriminação existentes precedem a nossa existência.
Com isso, a psicologia histórico-cultural defende o caráter social do desenvolvimento humano, que não é pautado apenas no amadurecimento biológico, mas sim no meio social e nas relações sociais que fomentam e permitem que esse desenvolvimento ocorra.
Tendo isso em vista, que formas coletivas de opressão e preconceito existem antes e na Previdência, e atualizam-se juntamente com a sociedade, é importante questionarmos se o sofrimento é de fato causado por nós exclusivamente. Todavia, é importante que as pessoas se responsabilizem por nossos atos e escolhas. Estes são eventos sobre os quais temos algum controle e impacto na nossa vida e na vida das pessoas ao nosso redor.
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