A Verdade Sobre a Depressão Gestacional e Seus Efeitos no Bebê
- Ana Paula Silva Rodrigues
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de mar.

A gravidez é um momento especial e desafiador na vida de qualquer mulher. Entre as expectativas, os preparativos e as mudanças no corpo, nem sempre é fácil manter o equilíbrio emocional. Muitas gestantes enfrentam sintomas de tristeza, ansiedade e desânimo, que podem indicar um quadro de depressão. O que nem todas sabem é que esse problema pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também o desenvolvimento do bebê, aumentando os riscos de baixo peso ao nascer.
O Que é a Depressão Gestacional?
A depressão gestacional é um transtorno emocional que pode ocorrer em qualquer fase da gravidez. Ela se manifesta por meio de sintomas como tristeza intensa e persistente, falta de energia, irritabilidade, alteração no apetite e no sono, sensação de culpa ou inutilidade, além de dificuldades para se conectar com a gravidez e com o bebê. Diferente das mudanças emocionais comuns desse período, a depressão não desaparece sozinha e pode se agravar caso não seja tratada.
Como a Depressão Afeta o Bebê?
Pesquisas indicam que a depressão durante a gestação pode estar relacionada ao nascimento de bebês com baixo peso. Isso acontece por diversos motivos:
Alterações Hormonais: O estresse causado pela depressão pode levar ao aumento de hormônios como o cortisol, que impactam negativamente o crescimento do feto.
Redução do Fluxo Sanguíneo: A tensão emocional pode afetar a circulação sanguínea para o útero, reduzindo a quantidade de oxigênio e nutrientes recebidos pelo bebê.
Comportamentos de Risco: Mulheres deprimidas têm maior propensão a negligenciar os cuidados com a própria saúde, alimentando-se mal, deixando de comparecer às consultas pré-natais ou fazendo uso de álcool e tabaco.
Parto Prematuro: Em alguns casos, a depressão pode contribuir para o parto antecipado, aumentando o risco de o bebê nascer com um peso abaixo do ideal.
Sinais de Alerta e Quando Procurar Ajuda
Nem toda tristeza significa depressão, mas é importante ficar atenta aos sinais. Se a gestante sente tristeza constante por mais de duas semanas, tem dificuldade em realizar atividades do dia a dia, apresenta alterações significativas no sono ou alimentação e sente que perdeu o interesse por coisas que antes lhe davam prazer, é hora de buscar ajuda profissional.
O acompanhamento pré-natal deve incluir também o cuidado com a saúde mental. Psicólogos e psiquiatras podem oferecer apoio especializado e indicar os melhores caminhos para lidar com a situação.
A saúde emocional da mãe desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do bebê. A depressão gestacional não é frescura nem fraqueza, mas um problema de saúde que precisa de atenção. Com apoio adequado e informação, é possível superar essa fase e garantir um início de vida mais saudável para o bebê e sua família.
Ana Paula Silva Rodrigues
Psicóloga Clínica - CRP 06/216890
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