Comparar-se sempre ao outro é uma espécie de prisão
- Lara Rezende
- 24 de mar.
- 1 min de leitura

Quando nos comparamos com os outros, estamos adotando uma visão limitada e muitas vezes distorcida da realidade. Nesse mundo de conexões instantâneas e exposição nas redes sociais, a comparação tornou-se quase automática. Essa tendência comparativa também nos aprisiona em um ciclo interminável de insatisfação uma vez que o outro é inalcançável justamente porque esse outro é idealizado. Uma vez que esse outro é idealizado, estamos involuntariamente nos submetendo a um padrão impossível de cumprir.
A consequência inevitável dessa tendência comparativa é a armadilha da insatisfação perpétua. Ao fixarmos nossos olhos no idealizado "outro", colocamos a nós mesmos em um ciclo interminável de busca por algo inalcançável.
O padrão que nos impomos é irreal, pois não é baseado na totalidade da vida da pessoa que estamos usando como referência. Isso nos mantém em um estado de constante inadequação.
Cada um de nós é único, com histórias, circunstâncias e habilidades distintas. Comparar-se à um ideal inalcançável é como tentar encaixar peças de um quebra-cabeça que não se encaixam.
Lara Rezende
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